Não sou o tipo de pessoa que é louca por política. Na verdade, prefiro nem me envolver, porque é muito difícil você dá a sua opinião e a outra pessoa não querer provar o quão você está errada (isso acontece também com religião e futebol). Mas então Marcos Feliciano foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM). Qual o grande problema?
Um homem que prega ódio entre as raças, discrimina homossexuais, quer impor a religião dele acima de todas as outras, porque no Brasil temos as mais diversas religiões e culturas, pode ser eleito presidente da CDHM. Como ele representa a minoria se ele despreza essa minoria? Como alguém que não respeita todos igualmente pode estar a frente de uma comissão de direitos humanos? Não faz o mínimo sentido.
Para trazer mais indignação, me deparo com o seguinte flyer:
Brasil de Deus? Jesuscracia? Onde essas pessoas estão tentando chegar? Em uma ditadura religiosa? O Brasil não é apenas um país de Deus e um país de cristãos. É um país de wiccas, umbanda, mulçumanos, budistas, ateísmo e outras centenas de culturas. Querer acabar com tudo isso é não ter a mínima noção de respeito.
Eu sou homossexual (com muito orgulho), atéia, caucasiana e me considero muito mais humana do que Marcos Feliciano ou qualquer um envolvido nisso. Não desrespeito a religião de ninguém porque todo mundo tem direito de ter suas próprias crenças, é inerente ao ser humano. Não acho que eu seja homossexual por alguma doença (porque já estão querendo revogar a lei que proibiu o tratamento para a "cura" dos homossexuais). E já tive grandes amigos que são negros.
Espero, sinceramente, que o Brasil não aceite esse tipo de injustiça para que possamos continuar sendo um país de diversidade.
Curioso é o fato do presidente da CDHM lutar por alguma maioria, deveria era lutar pela inclusão da diversidade não só na política, mas em outros âmbitos. Marcos Feliciano e Jesuscracia são a vergonha de qualquer estado laico.
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