quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Gramática ou leitura?

Hoje li um texto falando sobre o "estudo intencional da gramática", sabem, aquele estudo obrigatório em toda escola sobre a nossa língua falada e escrita, aprender sobre o que é um provérbio, adjetivo, hiato, ditongo... O autor, Gilberto Scarton, é contra esse ensino e eu devo dizer que concordo com ele.

Como uma escritora pelo menos razoável, preciso confessar que nunca soube identificar nada disso. Se vocês me pedirem, hoje, para fazer uma análise sintática ou identificar advérbios em textos, não terei idéia do que fazer, não tenho esse conhecimento. Na escola, não era ótima em gramática, estava mais perto do péssimo (juntamente com matemática, física, química...), o que sempre me salvou em português foi redação e literatura, e não tenho vergonha em admitir isso.

Quando se escreve, não precisa ter conhecimento de cada coisa, precisa ter coesão e saber como usar a concordância, nominal ou verbal, e isso a pessoa não aprende com um estudo profundo da gramática. Isso você aprende lendo, quanto mais, melhor.

Desde pequena, uma das coisas que eu mais gostava de fazer era ler. Muitas das pessoas que conviviam comigo achavam estranho, ainda acham. Por que é tão estranho alguém gostar de tirar um tempo para uma leitura? Como dizem, ler é ir a milhares de lugares sem precisar sair de onde está. É se apaixonar, é ficar êxtase, é tudo ao mesmo tempo. E é só lendo que se aprende a escrever.

Só quando perdermos esse bloqueio com a leitura, não apenas no Brasil, é que saberemos escrever verdadeiramente, mesmo sem nunca ter realmente aprendido coisa alguma nas aulas de gramática que tão exaustivamente temos. 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Sobre escrever

Para se ter um blog de sucesso, dizem, é preciso postar todos os dias, não importa se sobre notícias que saem na TV ou sobre qualquer coisa que venha a sua cabeça, mesmo que seja nada. Partindo desse princípio, esse blog está fadado ao fracasso, já que não é sempre que eu tenho aquela vontade de escrever. Esse é um dos meus maiores problemas.

Escrever é uma dessas coisas que você não pode parar nunca, tem sempre que estar escrevendo, praticando, mesmo naqueles dias que tudo que você quer é ficar assistindo algum besteirol americano. A pessoa precisa ser persistente, principalmente quando se depara com tantos textos que, comparados com os seus, são absolutamente brilhantes. 

É um trabalho completamente solitário, onde você pode passar horas em frente ao computador ou caderno tentando se obrigadar a escrever algo, qualquer coisa!, e mesmo assim não conseguir externar nenhuma linha sequer. E você tem que brigar consigo, sempre. Brigar com aquela vozinha que diz que você nunca conseguirá ir a lugar nenhum com essa história de escrever, que escrever não dá dinheiro, que você vai ficar sozinha e amargurada implorando para alguém ler um pequeno conto ou crônica. 

Semana passada, essa voz ganhou (vamos chamá-la de "editor"). Estava lendo os textos de uma grande amiga, e depois fui conhecer o trabalho de algumas outras pessoas. Senti-me como a pessoa mais incapaz do universo, e o editor ficou feliz em confirmar e ajudar a me colocar ainda mais para baixo. Foi o editor que me fez deletar cada uma das coisas que eu já publiquei na internet. Curiosamente, os textos desse blog sobreviveram, e eu acho que isso significa algo, não?

Preciso tirar pelo menos uma hora do meu dia de estudo para vir aqui e postar algo, ao contrário de ficar vendo imagens e repetindo que não tenho nada para fazer. Isso é um trato.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Resoluções e livros

Com o fim de 2012 todo mundo começa a falar de resoluções para o ano seguinte. Nunca tive muita paciência para isso porque sei que em dois dias nem vou lembrar mais do que eu estava falando. Esse ano, porém, resolvi fazer diferente. Criei uma lista com 10 itens, coisas como "esse ano vou ler 100 livros, 150 filmes, vou escrever pelo menos 10 textos completos", coisas que eu gosto de fazer mas que, por diferentes motivos, acabo deixando de lado. 

Nesse post, quero focar no número um da lista, que é justamente o "Ler 100 livros". Segundo o Goodreads, para atingir esse objetivo preciso ler dois livros por semana. Li sete nesse mês que começou e essa semana eu fiz uma nova aquisição literária: Noite Infeliz, de Seth Grahame-Smith, o mesmo autor de Abraham Lincoln - O Caçador de Vampiros e de Orgulho e Preconceito e Zumbis.

A primeira vez que peguei um livro dele para ler, estava com dois pés atrás. Como alguém ousa pegar um clássico literário tão perfeito quanto Orgulho e Preconceito e acrescentar zumbis? Nenhum preconceito com zumbis, eu os adoro, como todo bom nerd. Mas sou muito caxias quando se trata dos meus clássicos preferidos. Porém, comprei o bendito livro de Grahame-Smith e, não tenho vergonha nenhuma em admitir, me apaixonei completamente. Nunca pensei que a obra de Jane Austen poderia ser melhorada, mas ele conseguiu isso. Desde então, sempre que acho um livro dele, compro. E foi isso que fiz com Noite Infeliz.

Ainda não terminei de ler, semana cheia, então só vou poder explicar muito superficialmente a história. 

O livro nos conta uma nova versão do maior clássico da humanidade: o nascimento de Jesus Cristo. Os três reis magos são, na verdade, ladrões e assassinos, liderados por Baltasar, conhecido por Fantasma da Antioquia. E Grahame-Smith conseguiu escrever essa história de forma tão suave e envolvente que não há como ofender nem a pessoa mais religiosa.

Minha ansiedade para terminar de ler esse livro só faz crescer e, assim que acaba-lo, virei fazer uma resenha  decente para vocês. Aguardem.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Guess who's back

Há pouco tempo, creio que semana passada, eu havia postado em nossa página no Facebook pedindo desculpas por termos simplesmente sumido depois da promessa de tentarmos postar todo dia, apenas pelo prazer em escrever e para adquirirmos mais prática. Como expliquei, eu estava sem um computador para poder fazer os posts e, embora seja possível, não era nada prático digitar e postar pelo celular. 

No começo dessa semana, com uma ajuda enorme de uma amiga, consegui finalmente recuperar meu notebook e com uma vontade imensa de postar.

Muitas coisas aconteceram durante esse tempo de ausência, tanta coisa que não sei se vale a pena falar sobre cada uma delas. Para resumir, agora, como milhares (milhões?) de brasileiros, estou estudando para conseguir um emprego público. Posso dizer uma coisa com muita certeza para vocês: esse não era o que eu esperava da minha vida. Mas acho que com a ajuda de um emprego e dinheiro será mais fácil realizar alguns outros bilhares de sonhos, não é mesmo? 

Um dia, e tenho certeza disso também, irei publicar um livro, abrir meu ateliê, um bistrô, conhecer o mundo com a minha namorada, me perder em Paris, ter dezenas de tatuagens, um pequeno café, terei uma imensa biblioteca na minha casa, poderei ajudar todas as pessoas que amo, vou ensinar meus filhos a amarem Harry Potter tanto quanto eu amo, vou abraçar cada uma das pessoas que fazem parte dessa minha vida virtual, conhecerei a rainha da Inglaterra e o seu neto ruivo (também conhecido como o primeiro crush eu já tive), pegarei nos peitinhos da Rooney Mara, viajarei a Lua, farei parte de um musical.

Porque não existe limites para se sonhar, então temos que sonhar grande, nada é impossível, não enquanto você acreditar.