sexta-feira, 27 de julho de 2012

Nanananana

Hoje é um dia especial, senhoras e senhores! O que há de diferente nessa sexta-feira? A estréia de Batman - The Dark Knight Rises (O Cavaleiro das Trevas Ressurge), último filme da trilogia de Batman. Para muitas pessoas, talvez não haja nada de fascinante sobre isso. Mas para outras tantas, é impossível conter a ansiedade.

Marina (que eu gosto de chamar carinhosamente de Vaca) e eu somos duas dessas pessoas, que contaram meses, semanas e dias para esse momento. E, diferente dos grupos que ou nunca leram os quadrinhos e curtem ver os filmes, ou daquelas pessoas que cresceram devorando cada nova comic e que vão ao cinema para apontar tudo que tem de errado, nós duas gostamos dos filmes por poder ver uma parte de tudo que amamos sobre os quadrinhos naquela tela enorme das salas de cinema. São artes distintas e devem ser apreciadas como tal.

Não é todo mundo, também, que entende essa adoração por super-heróis, e essas pessoas eu não entendo.
Batman, Flash, Superman, X-Men, Iron-Man, Deadpool, Spider-Man e tantos outros fazem parte do nosso idealismo. E em um mundo cada vez mais distorcido, corrupto e assustador, faz todo o sentido adorar e se espelhar em pessoas que combatem todo esse caos.

Devíamos estranhar o fato de que é cada vez mais difícil encontrar pessoas reais para servir de exemplo, não o fato de que há milhares de crianças, jovens e adultos que fazem tudo para ver um novo filme de um de seus heróis o máximo de vezes possível e que procuram quase desesperadamente as revistas em quadrinhos para poderem fugir um pouco para aquele universo ilustrado.

Quanto a mim, estou contando as horas (7h40) para poder entrar na sala de cinema e ficar mais uma vez encantada em ver Batman em ação, e não tenho a mínima vergonha em dizer isso.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Ser amigo


Faz alguns dias que o dia do amigo passou, mas acho que ainda não é tão tarde para escrever sobre isso. Para ser bem sincera, não esperava escrever sobre ser amigo, mas, ironicamente, nesse dia do amigo, entrei no facebook e uma das pessoas que mais demonstra sua amizade por mim apenas escreveu no seu mural que “não ia desejar feliz dia do amigo para ninguém, porque quem é sabe” enquanto recebi uma linda mensagem no celular que não podia ter me deixado mais frustrada pelo que li e que nunca havia sido feito em relação a mim. Se eu não gostei da mensagem? Sinceramente, eu adorei, mas percebi que era uma amizade unilateral, porque, se aquele era o conceito de amizade, então só eu estava sendo amiga.

Confesso que sempre achei um pouco estranho muitas pessoas exporem suas ideias sobre o que acham que é ser amigo, mas a pessoa em si nunca se encaixa nos próprios padrões.

Acho que a minha concepção sobre ser amigo é um pouco diferente, porque, por mais confortável que eu me sinta com meus amigos, sinto-me incomodada, sim, em falar dos meus problemas, mas não me importo em ouvir, gosto de ouvir, gosto de ser procurada não só para conselhos, e sim, principalmente, para desabafos. Não quero receber presente de aniversário, só que estejam comigo nesse dia, porque é o que faço: estou com meus amigos mesmo que seja em uma festa onde eu não goste das pessoas ou não conheça ninguém.

Já ouvi muito que brigo com os meus amigos e, no dia seguinte, estou falando com a pessoa como se nada houvesse ocorrido. Na minha cabeça, não tem sentido continuar chateada com alguém que gosto, não tem sentido perder tempo sem falar quando poderia estar aproveitando a companhia da pessoa ou uma conversa trivial. Isso pra mim é ser amigo: esquecer uma discussão banal por um bem conjunto maior. Ser amigo é pegar o caminho mais longo para casa e passar no posto de venda, porque sua amiga quer que você veja o preço do ingresso do show de uma (quase boy band) banda.

Na minha opinião, ser amigo é estar presente ao máximo, porque, se alguém precisa de mim, se eu preciso de alguém — seja porque briguei com a pessoa, ou com outrem, ou só se quero aproveitar melhor a companhia de alguém mesmo que seja só para ficar calada —, o que quero é estar. Ser amigo é estar com seu amigo. Estar presente, estar ciente, estar aberto.

Ser amigo é ceder, mas, certas vezes, cede-se tanto que não há valor. Ser amigo é escutar quando o outro quer desabafar, chorar ou até mesmo fazer as pazes, é falar mesmo que esteja chateado, porque é falando que tudo se resolve. O problema é que não há nada para se resolver quando tudo é previamente demonstrado e esclarecido.

Nesse dia do amigo, eu percebi que meus melhores amigos não precisam falar que me amam, que sentem saudades, que sou importante por quaisquer motivos, só o que eles fazem é demonstrar, sem precisar falar. Ser amigo é falar menos e demonstrar mais.

Então, se alguém leu esse texto, pergunte a si mesmo se está sendo, de fato, amigo.

sábado, 7 de julho de 2012

Ving Tsun

Quando pensei em escrever algo que não fosse o que sou acostumada a escrever, pensei que deveria escrever sobre mim, pensei que seria bom escrever sobre mim, mas percebi que a melhor forma de falar sobre mim é falar sobre o que diz respeito ao que sou, então talvez esse não seja um texto sobre um tema muito usual para muitos, mas é o que vivo.

A arte marcial parece ter perdido o sentido com a procura cada vez maior por estilos de luta como o MMA. Já perdi a conta de quantas pessoas vi, nos últimos meses, com as orelhas inchadas, com os braços fortes sendo praticamente esmagados por uma camisa — isso sem contar com a quantidade de camisas, que vejo homens e mulheres usando, onde se poder ler UFC.

(Não escrevo para menosprezar outros tipos de luta, mas apenas para valorizar o que faço, tomando como ponto de partida de um esporte que se torna cada vez mais popular.)

Confesso que não sei quais os motivos que fazem com que as pessoas procurem esses estilos de luta de wrestling — não sei se é por estar na moda, se é por idolatrar algum desses lutadores cada vez mais famosos e ricos, se é para aprender a se defender ou atacar, para ficar mais forte ou se é visando uma possibilidade mais imediata de combate — e confesso que ainda não encontrei os meus próprios motivos para explicar como acabei imersa nesse universo. O que sei é que fui assistir a uma aula ou outra e acabei chegando a um ponto onde não conseguia mais parar de pensar em Ving Tsun.

Não tenho conhecimento para escrever sobre outras artes marciais, também não tenho conhecimento para escrever sobre o próprio Ving Tsun — se pensar que o que compreendo é uma gota entre tantas no oceano (e isso sem restringir as palavras à significação de ideograma) —, mas acredito ter liberdade o bastante para me expressar sobre aquilo que, em menos de dois meses, já fazia parte da minha vida. Muita gente passa por algum tipo de experiência trágica que muda toda a percepção que tem de mundo, mas, felizmente, o Ving Tsun fez isso por mim, mudou não só a minha vida, e sim a minha maneira de vê-la, o meu modo de me portar diante das coisas e das pessoas e me ensinou, gradativamente, lições que eu poderia demorar a vida toda para aprender ou talvez nunca aprendesse. É nisso que penso quando escuto que meus olhos brilham quando conto sobre alguma experiência proporcionada pelo Ving Tsun ou quando escuto um simples: “Isso tem te feito bem”, porque tem me feito melhor do que qualquer um pode vir a imaginar.

No pouco que já aprendi, sei que Ving Tsun é conhecimento compartilhado e não retido, sei que nenhum objeto substitui o ser humano, que a inteligência é a arma mais poderosa com a qual se pode lutar, que o caminho mais eficiente para alcançar seus objetivos é o mais simples, para frente, contínuo, presente e sei que é tudo isso o que me faz feliz. No Ving Tsun, encontrei não só um lar, mas uma nova família.

Obrigada a todos os meus irmãos e irmãs e, em especial, ao meu Sifu.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Um passo adiante

Não é meu primeiro blog, espero que não seja o último, mas que seja o mais próspero.

Há algum tempo venho me obrigando a escrever pelo simples fato de gostar de escrever, de querer escrever algo que saísse um pouco dos meus próprios padrões de me focar em contos (mesmo sabendo que escreverei mais contos do que qualquer outra coisa), mas já é um desafio para mim.

Já não me lembro mais de quem foi a ideia de criar o blog e não me importo com os devidos créditos. Um blog conjunto é uma coisa difícil, difícil mais ainda por todos terem um estilo peculiar de escrita, mas mergulhei nessa de cabeça, mergulhei por confiar no potencial da Isa, por saber que ela não escreve igual a mim, mas que escreve com talento e maestria.

Acima de tudo, não prometo atualizações diárias. Uma vez ouvi Volpi dizendo em um documentário que quando ele não gostava de uma pintura sua, destruía o quadro. Um quadro, assim como um texto, leva tempo para ser aperfeiçoado e pode não ser do gosto de quem o fez, portanto, sei que mais textos meus serão destruídos do que publicados, mas isso não é pra mostrar qualidade a quem lê, e sim quem escreve poder sentir sua própria qualidade.

Agradeço principalmente a Isa por insistir e à nossa força de vontade em querer fazer dar certo.

Brigando com o tofu é um passo adiante na minha vida por motivos que só quem escreve entenderia, e minha felicidade não consegue ser mensurada por ter esse espaço compartilhado.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Um pequeno "olá"

Essa é, provavelmente, a décima vez que abro um blog. Todas as vezes estou cheia de vontade de por para fora todo tipo de coisa, mas então perco a vontade, mais por achar que ninguém tem interesse no que eu possa ter a dizer do que por qualquer outra coisa.

Com Brigando com o Tofu, a minha intenção é apenas escrever. Claro, todo escritor quer ser ouvido, se não faríamos qualquer outra coisa. Mas também sentimos necessidade de estar sempre escrevendo, essa é a nossa obsessão, e se não a colocamos em prática passamos a fazer outras coisas para suprir essa necessidade. Como comer.

Nos últimos meses, devido à uma série de coisas, tenho comido desesperadamente. Estou sempre exausta, sonolenta, mas não consigo descansar, não importa o que eu faça. E escrever é o modo que eu tenho de me livrar de todo tipo de tensão, mesmo que eu fale sobre qualquer outra coisa, menos sobre meus problemas.

Meu desespero é tanto, que estou aqui sofrendo para conseguir fazer esse post através do celular, já que meu amado notebook está em coma (ou seja, a fonte queimou e estou sem dinheiro para uma nova).

Já sinto-me mais feliz. Até o próximo post. 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Brigando com o Tofu?

De onde surgiu esse nome, afinal? Ninguém realmente briga com um tofu (ou pelo menos ninguém que é considerado são briga com um tofu).

Esse nome foi tirado de um livro, que eu gosto de chamar de "auto-ajuda para escritores", Escrevendo com a Alma, onde a autora e professora Natalie Goldberg coloca justamente isso como título de um dos capítulos. Nele, ela trata sobre a disciplina de escrever, que muitas vezes achamos milhares de desculpas para não sentarmos e começarmos a trabalhar nos nossos textos. Damos atenção a pequenas vozes interior que nos dizem que não somos bons, que nossa escrita jamais vai ser reconhecida e muitas outras coisas. Ela compara essa luta a "brigar com o tofu" (que é um queijo feito de soja, branco, denso e sem gosto): completamente inútil. Nos aconselha a deixar essas vozes travarem uma guerra dentro de você e enquanto elas estão ocupadas nisso, devemos sentar e começar a escrever.

Batíamos nossas cabeças há horas quando eu peguei o livro da Natalie para folhear, em busca de um nome ou frase que servisse para o título de um blog, quando eu me deparei com esse capítulo e o achei perfeito. Esse é exatamente o nosso problema, e o de muitos outros escritores pelo mundo afora.

Com esse o blog, queremos criar alguma disciplina, ter um motivo para escrever, não importa sobre que assunto, apenas precisamos escrever, porque nenhum escritor está realmente feliz se não está escrevendo. 

Um dia poderemos fazer textos enormes, cheios de significado, mas um outro dia podemos está sem a mínima coragem de escrever e façamos um texto mínimo, sem nenhum tema realmente interessante. Mas o importante é que continuaremos a escrever, porque isso é algo feito por nós e para nós. 

Se tiver alguém aí interessado nos devaneios de duas pessoas que costumam fugir muito do normal, serão bem vindos.